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Talvez o maior aprendizado do amor não seja sobre o outro. É sobre nós mesmos.

Existe um momento em que a gente se encanta, se entrega, se envolve. E tudo parece maior, mais vivo, mais cheio de cor. Às vezes, é numa viagem. Às vezes, numa troca de olhares. Às vezes, é só o tempo certo de duas almas se reconhecerem por um instante. Mas o amor — esse amor que nos atravessa como uma onda — também nos testa. Ele pergunta: Você consegue continuar sendo você, mesmo dentro disso? Nem sempre a resposta é sim. Às vezes, a gente se perde. Às vezes, a gente vira um pouco criança de novo. Implora por presença, por certezas, por sinais. Mas chega uma hora em que o coração chama de volta. Pede silêncio. Pede raiz. Pede que a gente se reencontre — sem culpa por ter se perdido, mas com coragem de voltar. Porque o amor não deveria nos afogar. O amor não pede pressa. Não exige performance. Amor bom é aquele que te quer inteira. Que te quer de volta pra você. E quando você volta, quando você pisa de novo no seu chão, tudo muda. A intensidade ainda pode existir — mas ela se to...